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Cruzeiro de Caçarelhos

Cruzeiro de Caçarelhos

Durante dois séculos, aquele espaço foi a sala de visitas da aldeia, ponto de encontro dos rapazes solteiros, praça pública onde se expuseram, discutiram e resolveram questões importantes desta povoação. Actualmente aquelas veneradas escadas recebem carinhosamente alguns idosos que por ali vão cavaqueando horas e dias seguidos. Turistas fortuitos e ávidos de artísticos monumentos seculares extasiam seus olhos sobre esta primorosa jóia de arte, mal cuidada, com velas fumarentas a mais e flores a menos. Este Cruzeiro há-de ser sempre um documento comprovativo da justa recompensa paga por quem reconheceu o direito de quem bem trabalhou, mesmo que se tenha enganado na previsão das despesas. O seu a seu dono. Foi oferecido porque fora justamente pago. O abade Jerónimo de Morais Castro deixou-nos três monumentos religiosos totalmente públicos, donde jamais alguém foi excluído, fosse por que motivo fosse. Neles todos cabem e todos têm lugar. Nunca para si reclamou qualquer privilégio sobre direito de posse ou de exclusão de alguém. Igreja, Capela e Cruzeiro de Santo Cristo foram e são de todos e para todos.”
Notas Bibliográficas
ex-libris de Caçarelhos“, em granito lavrado, construído no ano de 1777, encontra-se situado no meio da povoação.
Assente numa escadaria granítica, constituída por seis degraus, pode-se observar uma base, em monobloco, de forma paralelipipédica. Os lados, de forma rectângular, são cinzelados com uma forma elíptica, ao centro, e com várias formas ogivais e curvilíneas a guarnecê-la.
O fuste, com cerca de 3 metros, de forma cilindríca, é ornamentado, no primeiro terço com círculos convexos, dispostos em seis camadas horizontais paralelas e no restante com linhas verticais convexas e côncavas, encimado por um capitel em forma piramidal, invertido e cinzelado.
A encimá-lo aparece a cruz com cerca de um metro de altura com a figura de Cristo cruxificado voltada para Poente.